Notícia
Arthur Belotto
- Publicado em
30-09-2011
17:18
Simpósio de Agroecologia e Desenvolvimento Rural discutiu, dentre outros temas, como trabalhos científicos ajudam no desenvolvimento rural
Tendo como foco central Pesquisa e Agroecologia construindo qual desenvolvimento rural?, o Programa de Pós-Graduação em Agroecologia e Desenvolvimento Rural (PPGADR), do campus Araras da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), realizou o "I Simpósio de Agroecologia e Desenvolvimento Rural" entre os dias 21 e 23 de setembro. Quatro eixos temáticos - Políticas públicas e desenvolvimento rural, Indicadores de sustentabilidade, Sistemas de produção agroecológicos e Diversidade biológica e sua aplicabilidade em agroecossistemas - foram abordados, discutidos e compartilhados durante o evento na forma de palestras, mesas-redondas e apresentação de trabalhos na forma oral e pôster.
Com 11 palestrantes, 38 apresentações de trabalho, sendo 20 orais e 18 em pôsteres, e a presença de aproximadamente 200 participantes, entre alunos de Araras e região e também dos estados do Paraná, Minas Gerais e Amazonas, o evento discutiu como pesquisas científicas e a agroecologia ajudam no desenvolvimento rural, beneficiando agricultores.
Um dos palestrantes, Enrique Ortega Rodriguez, da Unicamp, trouxe uma visão macro sobre a utilização de recursos renováveis e não renováveis e falou da importância de um evento como esse para a sociedade acadêmica. "São Paulo está muito carente em relação a eventos sobre Agroecologia, é muito importante expandir o conhecimento do tema" contou Ortega.
Na mesa-redonda "Indicadores de Sustentabilidade" Flávio Bertin Gandara, da ESALQ/USP abordou a viabilidade dos pagamentos por serviços ambientais (PSA) sugerindo que os PSA podem não compensar a degradação ao meio ambiente, mas sim amenizá-los. Gandara comentou ainda que os deveres com a natureza em algumas regiões do Brasil não são equalitários "Um cidadão que vive em São Paulo tem uma menor responsabilidade com áreas florestais, devido a pequena quantidade que possui da mesma comparado a um indivíduo que vive na Serra da Mantiqueira, por exemplo" justificou o professor.
A palestra do encerramento abordou o "Código Florestal Brasileiro e os sistemas agroecológicos: contribuição, reflexos e perspectivas", tema ministrado por Irene Maria Cardoso, da Universidade Federal de Viçosa (UFV), que ressaltou o que foi abordado em diversas mesas-redondas durante o evento - os sistemas agroecológicos têm que preservar a biodiversidade para um desenvolvimento mais sustentável.
Paulo Roberto Beskow, que foi coordenador do PPGADR de 2005 a 2009, foi homenageado na abertura do I Simpósio pelos trabalhos desenvolvidos à frente do Programa. Também homenageada no encerramento do Simpósio, a coordenadora do PPGADR, professora Sandra Regina Ceccato Antonini, contou que a intenção é realizar o evento a cada dois anos, para uma seleção maior de trabalhos.
Além da apresentação dos trabalhos e palestras, o Simpósio contou também com uma programação cultural que teve apresentação do Grupo Ori Ari de Maracatu.
Com 11 palestrantes, 38 apresentações de trabalho, sendo 20 orais e 18 em pôsteres, e a presença de aproximadamente 200 participantes, entre alunos de Araras e região e também dos estados do Paraná, Minas Gerais e Amazonas, o evento discutiu como pesquisas científicas e a agroecologia ajudam no desenvolvimento rural, beneficiando agricultores.
Um dos palestrantes, Enrique Ortega Rodriguez, da Unicamp, trouxe uma visão macro sobre a utilização de recursos renováveis e não renováveis e falou da importância de um evento como esse para a sociedade acadêmica. "São Paulo está muito carente em relação a eventos sobre Agroecologia, é muito importante expandir o conhecimento do tema" contou Ortega.
Na mesa-redonda "Indicadores de Sustentabilidade" Flávio Bertin Gandara, da ESALQ/USP abordou a viabilidade dos pagamentos por serviços ambientais (PSA) sugerindo que os PSA podem não compensar a degradação ao meio ambiente, mas sim amenizá-los. Gandara comentou ainda que os deveres com a natureza em algumas regiões do Brasil não são equalitários "Um cidadão que vive em São Paulo tem uma menor responsabilidade com áreas florestais, devido a pequena quantidade que possui da mesma comparado a um indivíduo que vive na Serra da Mantiqueira, por exemplo" justificou o professor.
A palestra do encerramento abordou o "Código Florestal Brasileiro e os sistemas agroecológicos: contribuição, reflexos e perspectivas", tema ministrado por Irene Maria Cardoso, da Universidade Federal de Viçosa (UFV), que ressaltou o que foi abordado em diversas mesas-redondas durante o evento - os sistemas agroecológicos têm que preservar a biodiversidade para um desenvolvimento mais sustentável.
Paulo Roberto Beskow, que foi coordenador do PPGADR de 2005 a 2009, foi homenageado na abertura do I Simpósio pelos trabalhos desenvolvidos à frente do Programa. Também homenageada no encerramento do Simpósio, a coordenadora do PPGADR, professora Sandra Regina Ceccato Antonini, contou que a intenção é realizar o evento a cada dois anos, para uma seleção maior de trabalhos.
Além da apresentação dos trabalhos e palestras, o Simpósio contou também com uma programação cultural que teve apresentação do Grupo Ori Ari de Maracatu.