Notícia
Adriana Arruda
- Publicado em
03-08-2026
12:00
Pesquisa busca crianças para estudo sobre dor de crescimento
Pesquisadores da UFSCar e da USP buscam crianças de 4 a 12 anos para participar de uma nova etapa de um estudo que investiga os efeitos da associação entre laserterapia de baixa intensidade e terapia ultrassônica no tratamento da dor de crescimento. O trabalho dá continuidade a uma pesquisa cujos resultados, publicados neste ano na revista Journal of Biophotonics, demonstraram a segurança clínica e indicaram o potencial da combinação das terapias para o alívio da dor. "O objetivo agora é verificar se o efeito observado possui caráter agudo ou crônico, ou seja, se o alívio da dor é momentâneo ou duradouro", explica Noahn Gabriel Silva Pereira, pesquisador e estudante de Medicina da UFSCar.
Podem participar crianças de 4 a 12 anos, moradoras de São Carlos e região, com diagnóstico confirmado ou suspeito de dor de crescimento. Todos os participantes passarão inicialmente por uma avaliação com um médico ortopedista para confirmação ou exclusão do diagnóstico. As crianças elegíveis serão encaminhadas para a aplicação da laserterapia e da terapia ultrassônica no Setor de Fotodinâmica da Santa Casa de São Carlos.
Após a intervenção, serão realizados acompanhamentos presenciais após 15 e 30 dias para avaliação da evolução clínica. O estudo é randomizado e controlado por placebo, de forma que somente ao término da pesquisa será identificado quais participantes receberam a terapia e quais integraram o grupo controle.
Segundo Pereira, ampliar o número de participantes é essencial para fortalecer as evidências científicas sobre o tratamento da dor de crescimento. "Ainda existem poucos estudos controlados sobre essa condição, e grande parte das condutas clínicas baseia-se na experiência dos profissionais. Com a participação de novas crianças, conseguimos ampliar o conhecimento sobre a eficácia da intervenção e avaliar melhor o potencial dessa associação terapêutica", afirma.
A dor de crescimento é uma das causas mais frequentes de dor musculoesquelética na infância, mas sua origem ainda não é totalmente compreendida. "Em razão da escassez de estudos controlados, o tratamento costuma concentrar-se no controle dos sintomas, com medidas como analgésicos, alongamentos, massagens e fisioterapia. Nesse contexto, terapias não farmacológicas, como a laserterapia de baixa intensidade e a terapia ultrassônica, vêm sendo estudadas como alternativas com potencial analgésico e anti-inflamatório. A associação dessas duas modalidades terapêuticas pode potencializar os benefícios clínicos e aumentar a eficácia no tratamento da dor de crescimento", esclarece o pesquisador.
As inscrições podem ser feitas até 25 de agosto, por meio de formulário eletrônico ou pelo WhatsApp (16) 99711-5463. A pesquisa integra um projeto de iniciação científica financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI), e é coordenada por Esther Angélica Luiz Ferreira, docente do Departamento de Medicina (DMed) da UFSCar, e Antônio Aquino, do Instituto de Física (IFSC) da USP. Pesquisa aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CAAE nº 84134024.0.0000.8148).
Podem participar crianças de 4 a 12 anos, moradoras de São Carlos e região, com diagnóstico confirmado ou suspeito de dor de crescimento. Todos os participantes passarão inicialmente por uma avaliação com um médico ortopedista para confirmação ou exclusão do diagnóstico. As crianças elegíveis serão encaminhadas para a aplicação da laserterapia e da terapia ultrassônica no Setor de Fotodinâmica da Santa Casa de São Carlos.
Após a intervenção, serão realizados acompanhamentos presenciais após 15 e 30 dias para avaliação da evolução clínica. O estudo é randomizado e controlado por placebo, de forma que somente ao término da pesquisa será identificado quais participantes receberam a terapia e quais integraram o grupo controle.
Segundo Pereira, ampliar o número de participantes é essencial para fortalecer as evidências científicas sobre o tratamento da dor de crescimento. "Ainda existem poucos estudos controlados sobre essa condição, e grande parte das condutas clínicas baseia-se na experiência dos profissionais. Com a participação de novas crianças, conseguimos ampliar o conhecimento sobre a eficácia da intervenção e avaliar melhor o potencial dessa associação terapêutica", afirma.
A dor de crescimento é uma das causas mais frequentes de dor musculoesquelética na infância, mas sua origem ainda não é totalmente compreendida. "Em razão da escassez de estudos controlados, o tratamento costuma concentrar-se no controle dos sintomas, com medidas como analgésicos, alongamentos, massagens e fisioterapia. Nesse contexto, terapias não farmacológicas, como a laserterapia de baixa intensidade e a terapia ultrassônica, vêm sendo estudadas como alternativas com potencial analgésico e anti-inflamatório. A associação dessas duas modalidades terapêuticas pode potencializar os benefícios clínicos e aumentar a eficácia no tratamento da dor de crescimento", esclarece o pesquisador.
As inscrições podem ser feitas até 25 de agosto, por meio de formulário eletrônico ou pelo WhatsApp (16) 99711-5463. A pesquisa integra um projeto de iniciação científica financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI), e é coordenada por Esther Angélica Luiz Ferreira, docente do Departamento de Medicina (DMed) da UFSCar, e Antônio Aquino, do Instituto de Física (IFSC) da USP. Pesquisa aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CAAE nº 84134024.0.0000.8148).